Resumo do texto:
Lápis, papel e computador
Novas tecnologias podem ajudar a modernizar a educação no Brasil. O país está
pronto para elas?
de GISELA SEKEFF
O texto acima referido, escrito por Gisela Sekeff e publicado na revista Época, nos leva a refletir sobre o uso do computador e da internet para a realização das atividades escolares. Alguns alunos de escolas, em sua maioria particulares, outras municipais em São Paulo, já têm acesso a lousas digitais e a internet em suas escolas.
A tecnologia para os alunos do século XXI, principalmente a internet, já faz parte da educação. A tendência é inevitável. Com a popularização dos computadores, a internet entra na escola mesmo sem a menor orientação. A questão é como incorporar essas inovações ao ensino regular para melhorar o desempenho.
No Brasil, começam a existir iniciativas oficiais para equipar escolas, que vão desde parcerias com as operadoras de telefonia fixa, para levar a internet banda larga a mais estudantes, até o interesse em adotar o projeto Um Computador por Aluno. O objetivo é atendera 37 milhões de estudantes - mais de 56 mil escolas públicas urbanas estariam conectadas em banda larga até o fim de 2010.
As pesquisas internacionais sugerem que a tecnologia pode acelerar o aprendizado. Para comprovar isso, uma investigação no Estado americano de Michigan observou 22 mil alunos que usavam notebooks pessoais na escola e em casa. Em um ano, os estudantes apresentaram melhor habilidade na leitura e o porcentual dos aprovados em matemática dobrou. Na província canadense da Colúmbia Britânica, verificou-se ganho na habilidade de escrita e elevação do índice de aprovações.
O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o computador só ajuda se o aluno tiver orientação para seu uso. O estudo divulgou, em 2006, que:
-os alunos com menos acesso a computadores têm notas mais baixas;
-os estudantes que usam mais o computador em casa têm notas mais altas;
-o melhor desempenho foi entre aqueles que usam o computador cerca de uma vez por semana.
No Brasil, o número médio de computadores por aluno – um para cada 50, ainda está longe do mínimo recomendado pela OCDE – um para cada cinco alunos. A antropóloga americana Julie Remold, do centro de pesquisas SRI International, visitou mais de 20 escolas brasileiras e descobriu que, na maioria delas, os computadores só eram usados para ensinar informática. Mozart Neves, da ONG Todos pela Educação, afirma que as melhores experiências de utilização de recursos tecnológicos como parte do plano pedagógico da escola são exemplos pontuais e não refletem uma mudança no cenário brasileiro como um todo.
Porém, apesar das promessas, a maioria dos estudos mostra que o computador só ajuda se o aluno tiver orientação. Para os especialistas, há indícios que os professores ainda não sabem tirar proveito dos computadores como ferramenta de educação, além do número desses por aluno ser baixíssimo nas escolas. Enquanto nos países desenvolvidos existe um computador para cada três alunos nas escolas públicas, a média brasileira é de um para 50. E ainda, muitas das escolas não têm ou não disponibilizam máquinas a serem usadas pelos alunos ou as utilizam apenas para ensinar informática, em laboratórios trancados, funcionando somente em horário de aula devido aos roubos.
Mostrar, aproveitar o potencial da tecnologia torna-se indispensável nos planos pedagógicos, para que possamos refletir uma mudança no cenário brasileiro. Afinal, o sucesso de empresas e países, nas próximas décadas está nas mãos daqueles que melhor estiverem preparados a lidar com essa aceleração tecnológica.
Segundo o texto, as pesquisas apontam que a tecnologia pode acelerar o aprendizado, porém tendo orientação para seu uso. Foi considerado um avanço na aprendizagem os alunos com acesso a computadores, conseguindo notas melhores e uma participação expressiva, inclusive com menor número de evasão escolar. Foi também constatado que na maioria das escolas públicas, com acesso a informática, ainda são ministradas aulas com o fim de ensinar informática. Na minha opinião sem dúvida nenhuma, uma aula planejada e monitorada com a ajuda da tecnologia seria muito mais interessante e certamente muito mais prazerosa, para o aluno, na hora de assimilar o aprendizado.No entanto, as experiências positivas em algumas escolas demonstram que, se os professores souberem tirar proveito dos computadores como ferramenta de educação, os alunos podem aprender a resolver problemas; aumentar seu interesse e participação nas aulas; melhorar a auto-estima; ser mais responsáveis e evadir menos.
Comments (1)
Cátia Zílio said
at 10:24 pm on Apr 1, 2009
Meninas!!!
Lembrem-se que a proposta é de construção de um resumo, que tem por definições: Abreviar; sintetizar; Condensar; Reduzir.
Observem que o "resumo" postado acima tem quase o mesmo tamanho do texto que se propõe a resumir.
Abraços, Cátia
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